sábado, 6 de novembro de 2010

Como aprender sozinho

Através do poder do autodidadismo você pode ser qualquer coisa que quiser ou fazer qualquer coisa que tenha desejo. A auto-educação não necessita de dinheiro, tempo determinado ou regras no estilo de vida. As opções são extremamente flexíveis. As recompensas são ilimitadas. Você pode controlar seu destino.
Bob Webb

Aprender uma nova habilidade para você mesmo pode ser tanto gratificante quanto complicado. Sem uma instrução guiada, o aprendizado pode ficar parado se uma informação correta não está disponível. No entanto, a auto-educação também corta informações desnecessárias para a aplicação imediata do conhecimento adquirido.

Antes de começar, tenha noção destes dois pontos:

  • Independente do seu potencial como autodidata, a educação tradicional lhe proporciona certificações e contatos para sua área de atuação;
  • Para evitar ficar "dando voltas" enquanto aprende sozinho, tenha alguma figura como tutor, para tirar dúvidas que você não consegue sanar.
Tendo estes dois pontos esclarecidos, vamos dar uma olhada em como se tornar um autodidata.

Benefícios

Aqui estão algumas razões para adotar esta forma de estudo.

Ir no seu próprio ritmo

Embora aulas particulares podem oferecer-lhe flexibilidade, esse tipo de aprendizado exige que você se conformar com um ritmo pré-concebido. Isso pode significar, em algumas situações, ir de modo dolorosamente lento em áreas tediosas e dar pouca atenção para assuntos que você preferiria se focar, em função de seus interesses pessoais. A auto-educação será sempre um desafio porque você porde definir o limite para o que deseja aprender.

É mais barato

Uma universidade não pode ser totalmente substituída pela auto-educação, mas ensinar a si mesmo é a maneira de economizar com cursos menores - e evitar lições particulares dos tópicos mais complexos da universidade. Os cursos podem custar muito e levam centenas de horas. Ensinar-se geralmente requer apenas uma fração do custo e, geralmente, leva menos tempo para uma melhor compreensão.

O Conhecimento é Prático

Aprender coisas que você não quer e não precisa costuma ser desgastante.

O ensino tradicional muitas vezes coloca ênfase no conhecimento do fundo ao invés de promover o seu entendimento. Estudantes de negócios devem aprender os princípios básicos de marketing e finanças, antes de abordar projetos intimamente relacionados com a gestão de uma empresa. Ao educar-se, você se joga no campo prático e aprende conforme a necessidade.

Diversão

Aprender é divertido. Infelizmente anos de ensino tradicional têm feito tal declaração parecer ridícula para a maioria das pessoas. Mas quando você remove a burocracia desnecessária e pode filtrar a aprendizagem que não se encaixa em um objetivo prático e a cortar as distrações de provas e atribuições de sentido, aprender é muito divertido.

Poucas coisas são tão satisfatórias como a construção de algo que você não poderia ter feito antes ou entender algo que antes era um mistério. Embora a auto-educação possa ter momentos de frustração, o prazer proporcionado vale a pena.

Nitidez Mental

Estar sempre envolvido em uma forma de autodidatismo vai manter sua mente afiada. Estudos mostram que é bom estimular seu cérebro. A educação não deve parar quando a aula termina e você tem o seu diploma. Aprender novas habilidades vai manter as que você já tinha.

Abordagens

Existem muitas abordagens diferentes que você pode tomar para aprender um assunto novo:

Aprendizagem através de projetos

Uma ótima maneira de aprender um novo conjunto de habilidades é iniciar um projeto. Projetos que exigem habilidades fora de sua área forçam você a aprender. Aceitando o desafio de começar um blog pode obrigar você a melhorar a sua escrita. Criar um site pode empurrá-lo para aprender os detalhes de HTML, PHP ou MySQL.

A maioria dos projetos que estão além de esforços comuns necessitam da expansão de uma habilidade. Se não é necessário aprender nada novo, a meta provavelmente será incrivelmente entediante. Escolha projectos que ficam fora de seu conhecimento atual - não necessariamente difíceis.

Leia Livros

A leitura é um ótimo método para educar-se. Livros condensam conhecimento, assim você pode acelerar o tempo que levaria para aprender através de tentativa e erro. Os livros podem também dar-lhe conhecimentos teóricos fundamentais, que poderiam ser ignorados quando se parte direto para a prática.

Livros de referência são uma boa idéia para começar, mesmo se você não lê-los completamente. Manuais sobre a escrita, design, programação ou qualquer outro assunto que você está estudando podem ser usado para sanar dúvidas específicas.

Resolução de Problemas

"Any man who reads too much and uses his own brain too little falls into lazy habits of thinking." ou "Qualquer homem que lê demais e usa o seu cérebro muito pouco acaba em hábitos preguiçosos de pensar." - Albert Einstein

Até a leitura tem seus limites. A informação só se torna útil quando é organizada para assuntos práticos. Se você já leu centenas de livros de negócios, mas não pode administrar uma empresa, o conhecimento é desperdiçado. A leitura reúne ideias, mas apenas a realidade pode criar experiência.

Praticar e aplique o que você está aprendendo. Como indicado anteriormente, inicie um novo projeto. Aqui estão alguns bons critérios a utilizar na concepção de um mini-projeto:

  • Tempo de execução curto. A quantidade de tempo necessária para concluir o projeto deve ser mínima. Identifique etapas desnecessárias do projeto e destaque-as.
  • Atualmente você não sabe como fazer o projeto. Bons mini-projetos exigem que você use conhecimento que nunca aplicou antes. Escrever um romance quando você tem somente experiência em artigos ou cultivar um tipo diferente de planta são bons exemplos.
  • Você tem uma idéia de onde começar. Não entre em projetos onde o conhecimento necessário para começar esteja longe. Construir um robô quando você não sabe nada sobre mecânica e eletrônica será provavelmente muito difícil para um mini-projecto.

domingo, 28 de março de 2010

Música Ajuda ou Atrapalha na Hora de Estudar?



Música é tudo de bom. Este post por sinal está sendo escrito com a trilha sonora de Sonota ao Luar. A música certa no momento apropriado é capaz de nos energizar, dar ânimo, vigor, ressuscitar os mortos e fazer o Rocky Balboa subir as escadarias da Filadélfia. Mas quando o assunto é estudar, tem gente recomendando um categórico "não".

Pelo menos foi a essa conclusão que pesquisadores da Universidade da Califórnia chegaram em um estudo. Os cientistas realizaram um teste envolvendo 20 estudantes onde foram avaliados os efeitos de “estímulos externos” durante processos de aprendizagem. Um estímulo externo pode ser um amigo chato perguntando se você viu o jogo ontem, um operário dando marteladas do lado de fora ou… ouvir música.

Uma das principais descobertas foi que quando uma pessoa tenta aprender ao mesmo tempo em que sofre uma distração o hipocampo cerebral não é ativado. Quando isso acontece uma outra área do cérebro, o corpus striatum, fica encarregada de todo o processamento e armazenamento da memória, tarefa normalmente dividida com o hipocampo. Ou seja: você até pode armazenar a informação, mas ela será menos flexível, o que pode causar problemas para se lembrar dela longo prazo.

Um trabalho anterior sobre o tema que ganhou bastante notoriedade foi sobre o chamado Efeito Mozart, onde um teste mostrou que estudantes se davam melhor em testes após ouvir Mozart. Note que a melhoria não foi testada enquanto se ouvia durante o teste.

Aí você pode dizer “eu estudo ouvindo meu MP3 e não tenho nenhum problema”. O detalhe não está em ouvir, mas sim em prestar atenção. Mas mesmo assim, se você não ouvir nada vai se dar muito melhor. Ao estudar não tente prestar atenção em duas (ou mais) coisas ao mesmo tempo, sejam elas música, TV, rádio ou um amigo. Se seus pensamentos lhe incomodam quando está em um lugar quieto, preste atenção no texto e mergulhe no tema para esvaziar a cabeça.


Apesar dos pesares, a música pode ser uma saída para quando você está em uma situação com muitos estímulos externos atrapalhando, como uma discussão de seus colegas de trabalho, a batedeira da sua mãe ou seu vizinho que quer ouvir o CD das escolas de samba no último volume.

Não sei se você já teve a experiência de estudar em uma biblioteca. Se não, vale a pena experimentar. Minha humilde opinião é de que o templo do conhecimento ainda é o melhor lugar para dar uma boa lida nos livros e fazer anotações.

Fies: vale a pena?

O financimanto estudantil oferecido pelo Programa de Financiamento Estudantil (Fies) pode ser tentator, mas não se esqueça: ainda é um financiamento. A euforia de poder realizar um curso superior pode ser substituída por estresse e dores de cabeça. Existe até uma comunidade no Orkut chamada “FIES, Nunca mais!!!!“.

O melhor investimento que você pode fazer é na sua educação. Mas antes de embarcar, dê uma olhada nessas dicas para ter certeza que está fazendo um bom negócio.

  • Já verificou se você tem direito a uma bolsa do Prouni? Lembre-se que a renda familiar per capita máxima para participar do programa é maior do que quando ele foi implantado: um salário minimo e meio para integral e três para 50%;
  • Você considerou realizar uma prova de transferência para uma universidade pública? Os desistentes dos cursos abrem espaço para estudantes de outras instituições. Normalmente você pode realizar este tipo de prova se ainda não tiver cumprido metade da carga horária do curso;
  • Tente não comprometer a renda da sua família. Se você paga aluguel/prestação tenha cuidado em dobro. Não se esqueça que você vai ter despesas extras durante o período: livros, material de aula, viagens para encontros, visitas a museus, etc. Mantenha sempre uma reserva para imprevistos como desemprego e doenças;
  • Os juros do Fies são pequenos, mas como o período para realizar o pagamento é longo, o que pode gerar o acúmulo de muitos juros. Coloque tudo na ponta do lápis antes de assinar qualquer coisa!
  • Como qualquer financiamento, quanto menos tempo você ficar pagando, menores são os juros embutidos;

Obra de Machado de Assis para Vestibulares


Por causa de seu trato com a língua portuguesa e seu olhar sobre a sociedade brasileira, a obra de Machado de Assis é tema recorrente em vestibulares e concursos. Se você pretende conhecer mais sobre Machado aqui vai uma dica: o Mec traz um especial com a obra completa do autor com seus romances, contos e poemas. O material do site permite que o estudante se arme com argumentos para discorrer satisfatoriamente sobre o maior escritor que nasceu em nosso país.

O site também traz o vídeo Machado de Assis: um mestre na periferia. O material faz parte da série Mestres da Literatura, que traz outros grandes escritores brasileiros como Drummond, Graciliamo Ramos, Lima Barreto entre outros.

Outra dica é o Blog do Machado de Assis, que traz material sobre a obra de Machado além de matérias públicadas por ele Machado enquanto jornalista. É interessante perceber que o escritor mantinha alto nível de escrita não se restringia a seus livros, mas também para registrar o cotidiano do Rio de Janeiro e do Brasil.

Mudanças no hífen pelo acordo ortográfico


Com as mudanças adotadas pelo Acordo Ortográfico de 1990 o hífen chegou a ser apontado como o “Novo Vilão da Língua Portuguesa“.

A intenção do acordo foi simplificar a utilização do sinal gráfico, pois a quantidade de regras que regem a sua aplicação foi reduzida. Ainda assim, as mudanças não escapam de críticas. Algumas regras são consideradas subjetivas: Palavras que tenham perdido a noção de composição, como girassol e paraquedas (exemplos já enquadrados na nova regra), não usam hífen.

As regras a seguir valem para quando a primeira palavra é um prefixo (micro, pós, pré, sub). Quando o primeiro elemento for um numeral, verbo, adjetivo ou substantivo a palavra terá hífen independente da regra, como primeiro-sargento e porta-retrato.

* Com prefixos, o hífen é sempre usado antes de palavras que começam com h: mini-hotel, super-homem. A única exceção é com a palavra subumano.
* Quando o prefixo termina com vogal diferente da vogal com a qual inicia-se a segunda palavra: semiesférico e coautor. Exceção: o elemento co continua unido a elementos iniciados com o: cooperar e cooptar.
* Quando o prefixo termina com vogal e a segunda palavra começa com uma consoante diferente de r e s: seminovo e autopeças. Exceção: com o profixo vice o hífen é sempre utilizado: vice-campeão e vice-rei.
* Quando o prefixo termina com vogal e a seguda palavra começa com r ou s as consoantes em questão serão duplicadas: antissocial e semirreta.
* Quando o prefixo termina com consoante e a segunda palavra começa com a mesma letra utiliza-se o hífen: inter-racial e super-rápido.

Com o prefixo sub utiliza-se hífen mesmo antes de palavras iniciadas por r: sub-região e sub-raça.

Com os prefixos circum a pan utiliza-se hífen antes de palavras iniciadas por m, n ou vogal: circum-navegação e pan-americano.

* Quando prefixo termina com consoante e a segunda palavra começa com vogal não se utiliza o hífen: hiperativo e superamigo.
* Com os prefixos sem, além, aquém, recém, pós, pré e pró usa-se sempre o hífen: sem-terras e recém-promovido.
* Deve-se usar o hífen antes dos sufixos tupi-guarani açu, guaçu e mirim: amoré-guaçu, anajá-mirim e capim-açu.
* Utiliza-se o hífen para ligar encadeamentos vocabulares: Ponte Rio-Niterói e eixo Rio-São Paulo.
* Deve-se usar o hífen em palavras que perderam a noção de composição: girassol, mandachuva e paraquedas.
* Quando no fim de uma linha coincidir a partição de uma palavra e o hífen o elemento deverá ser repetido na linha seguinte: Então entrou na sala o vice-
-presidente.

Transferência Externa: O que é e como fazer


Atenção!

Preste bastante atenção ao post para evitar dúvidas.

A transferência externa é um recurso que permite mudar de instituição de ensino sem precisar abandonar os estudos. Se você não está satisfeito com a sua atual universidade ou tem outro motivo para mudar (preço, distância, etc.) a transferência externa pode ser a solução.

Pelo art. 49 da Lei nº 9.394/96 – da LDB (Lei de Diretrizes e Bases), as instituições de ensino superior devem aceitar a transferência externa de alunos regulares, para cursos afins, na existência de vagas e mediante uma avaliação. Esse processo também vale para as universidades públicas.

Muitas vezes é exigido que o aluno tenha completado, pelo menos, o primeiro ano da graduação.

Nem tudo são flores na transferência externa: se a grade curricular da universidade desejada for diferente você pode precisar completar disciplinas de períodos anteriores ao seu atual, o que pode atrasar a sua formação.

Para estudantes do Prouni

Um detalhe importante para os beneficiados por uma bolsa do Prouni. Ao ganhar uma bolsa o benefício vale para aquela universidade e aquele curso. É possível transferir a matrícula, mas não a bolsa. Assim, se você conseguir uma bolsa para um curso, você pode transferir o seu curso, mas vai perder a bolsa. Note que a sua matrícula e a bolsa são coisas diferentes. Se você transferir a sua matrícula para universidade pública não haverá a necessidade de pagar.

Como fazer?

Para realizar a transferência externa são necessários alguns documentos:

Acadêmicos:

1- Histórico escolar.

Neste documento deve constar o tipo de admissão na instituição atual (vestibular, transferência ou por ser portador de diploma de curso de graduação);

2 – Descrição do sistema de avaliação da instituição de origem. Se não for utilizada a avaliação por conceitos deve constar pelo menos as menções ‘Aprovado’ e ‘Reprovado’;

3 – Declaração de Reconhecimento ou Autorização do Curso pelo MEC;

4 – Programas ou ementas da disciplinas cursadas, incluindo o aproveitamento do aluno em cada matéria e as cargas horárias;

5 – Declaração de que a matrícula no estabelecimento de origem não está sob pendência judicial;

6 – No caso do curso de Direito, apresentar o currículo da Instituição de origem.

Pessoais:

1- certidão de nascimento/casamento (com cópia autenticada);

2 – carteira de identidade (com cópia autenticada);

3 – quitação com o Serviço Militar (com cópia autenticada);

4 – título de eleitor com a comprovação do exercício eleitoral (com cópia autenticada);

5 – 1 fotografia 3×4, de frente, recente, de boa qualidade;

Vale lembrar que cada instituição de ensino superior adota normas diferentes nos seus processos de inscrição e avaliação. A avaliação das transferências e a relação dos documentos exigidos também pode variar. Antes de comparecer a instituição entre em contato anteriormente para não perder nenhum prazo por causa de documentação.

terça-feira, 23 de março de 2010

Aprender outros idiomas com músicas funciona?


Essa é para quem está aprendendo uma outra língua e quer saber se usar a letra de música ajuda o aprendizado. Esses dias encontrei esse artigo e achei as suas conclusões interessantes:

Aprender com músicas torna o estudo mais divertido, familiariza o estudante com o lado informal da língua e permite que o aluno se torne mais confiante sobre a utilidade daquilo que aprende.

Mas falta responder uma pergunta: aprender com músicas é mais rápido? A resposta do estudo é: tanto faz. No fim das contas estudantes que utilizam músicas ou que seguem métodos tradicionais obtêm os mesmos resultados, a diferença é que os que utilizaram músicas se divertem mais.

Pois bem, agora você já viu que vale a pena copiar as letras de suas músicas internacionais favoritas e sair cantando por aí. Só tome cuidado com a música que você escolhe, pois se o nível de informalidade e vocabulário não se adequar às suas necessidades você pode perder tempo. Em caso de dúvida pergunte a um professor/amigo/orientador seu.

Ah, só para lembrar: nada de ouvir música enquanto estuda, ok? Abraços pessoal e até a próxima!